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Viagens Tradicionais

OTAs, Novas Tecnologias e Agências de Viagens Tradicionais

Na semana passada tive a honra de participar do Salão Paranaense de Turismo da Abav Pr, realizado em Curitiba, a convite dessa instituição e do Sebrae PR. Fui uma das debatedoras do painel sobre tecnologias e novos negócios do turismo, que reuniu excelentes profissionais e fechou com conclusões bem otimistas. Também fiz uma palestra sobre OTAs e como elas interferem no mercado e impactam os negócios de agenciamento turístico. Compartilho aqui os principais pontos abordados.

Novas tecnologias

1. Novas tecnologias, como apps, inteligência artificial, etc. estão surgindo todos os dias com o intuito de facilitar e solucionar problemas das pessoas nas suas rotinas. Esse fato ocorre também no turismo e impacta TODOS os negócios. No entanto, as relações profissionais, pessoais, comerciais, etc. são e sempre serão estabelecidas entre pessoas.

OTA – ameaça ou oportunidade?

2. As OTAs surgiram em 1996 e desde então têm causado muito barulho. No começo eram vistas como uma ameaça para as agências de viagens e depois se tornaram uma oportunidade para muitas empresas. Isso porque hoje há ferramentas de operadoras, como Shultz, de OTAs, como decolar e de empresas de tecnologia, que permitem que as agências de viagens possam vender online.

Viajante 3.0

3. O mercado mudou porque o consumidor mudou. O viajante está cada vez mais conectado e usa a internet em todas as etapas da sua jornada de compra, para pesquisar, planejar, comprar e compartilhar experiências. Portanto, as agências podem escolher se desejam ou não vender online, mas ter presença digital é essencial para qualquer empresa que queira sobreviver no mercado.

Novos players

4. As OTAs representam um tipo de player que revolucionou o mercado de turismo no mundo. Além delas, penso que os metabuscadores (Trivago, Kayak, TripAdvisor, etc.) também influenciam e muito na decisão do turista e ainda mordem uma margem do share. Não dá para deixar de fora do caldeirão as plataformas da economia compartilhada: Uber, Airbnb, Splacer (o Airbnb de eventos), Rent a Boat, etc. Esses sites conectam pessoas, que de um lado ofertam e do outro compram serviços. E para deixar o turismo ainda mais complexo, o Google lança suas ferramentas de reserva, Facebook solta o aplicativo CityGuides e o Airbnb começa a vender experiências.

Boas notícias para agências de viagens tradicionais

5. Mas sempre gosto de fechar com boas notícias. E na mesma semana o Ipeturis publicou resultados da sua pesquisa, que revelam que as vendas das agências de viagens tradicionais cresceram 8,3% em 2016! Em pleno ano de crise! Outro dado relevante é que esse crescimento foi ainda maior nas agências que têm até 9 funcionários.

Portanto, meus queridos, eu fecho este artigo com uma mensagem bem positiva: há espaço para todos no mercado. Para aquelas agências que só vendem online, para as que focam no offline e também para as empresas que atuam nos dois canais. O mercado cresceu, está mais pulverizado sim, mas o é o cliente que vai definir onde e de quem quer comprar. Portanto, basta definir sua estratégia, ressaltar seus diferenciais e abraçar 2017 com muita força. Afinal, este ano promete!
#VamosJuntos!

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Fonte: Agente de Turismo

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